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Até 2100, cerca de 153 milhões de pessoas podem ficar afogadas pelo degelo antártico

FOTO: CC BY-SA 3.0 / ESA

Até 2100, cerca de 153 milhões de pessoas podem ficar afogadas pelo degelo antártico

Em um mundo onde derretem as grandes camadas do gelo antártico, uma possível inundação catastrófica poderia afetar áreas enormes, alertam os cientistas.

Todas as informações Sputnik Brasil

Os prognósticos em relação ao aumento do nível dos oceanos no futuro pioraram: em um artigo publicado nesta semana na revista Earth's Future, os pesquisadores combinaram os dados mais recentes sobre como a camada de gelo da Antártida poderia entrar em colapso com os modelos existentes de elevação do nível do mar e descobriram que, dessa forma, as estimativas anteriores duplicam.

De acordo com o estudo, se permanecermos na trajetória atual do uso de combustíveis fósseis, o aumento médio do nível do mar poderia atingir cerca de 1,5 metros até 2100, em comparação com os 70 centímetros projetados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) em 2014.

Em condições de derretimento do gelo em vastas áreas da Antártida, o aumento do nível do mar "faria submergir terras que atualmente abrigam 153 milhões de pessoas", asseguram os pesquisadores.

O sudeste da Ásia, onde o nível do mar já está aumentando desproporcionalmente, experimentaria os maiores deslocamentos, de acordo com o estudo. Aqueles que vivem nas zonas costeiras da China, Bangladesh, Índia, Indonésia e Vietnã seriam os mais afetados pelo aumento nos níveis oceânicos.

O estudo também aponta que esta hipótese de possível inundação catastrófica poderia ser diminuída se o mundo reduzisse as emissões de carbono no prazo mais rápido possível para atingir os objetivos de temperatura global estabelecidos no Acordo sobre o Clima de Paris.

Se pudéssemos evitar que as temperaturas ultrapassassem os 2 °C acima dos níveis pré-industriais, o risco de uma grande fusão da camada de gelo antártico seria reduzido em grande parte.

No entanto, algumas pesquisas sugerem que é muito improvável que possamos alcançar esse objetivo, assinala a edição britânica The Guardian.

FONTE: SPUTNIK BRASIL
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