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Ministro Marcos Pontes rebate Damares Alves: 'não se deve misturar ciência com religião'

Informações compartilhadas Sputnik Brasil

O ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, afirmou nesta quinta-feira que "não se deve misturar ciência com religião", referindo-se à uma fala da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, que questionava a Teoria da Evolução nas escolas.

Em um vídeo que circulou nesta semana, a ministra conversa com a pastora Cynthia Ferreira, do portal Fé em Jesus, e faz declarações sobre o papel da Igreja na política.

"A Igreja Evangélica perdeu espaço na história. Nós perdemos o espaço na ciência quando nós deixamos a Teoria da Evolução entrar nas escolas, quando nós não questionamos, quando nós não fomos ocupar a ciência", afirmou Damares no vídeo.

"A Igreja Evangélica deixou a ciência para lá. 'Vamos deixar a ciência sozinha, caminhando sozinha'. E aí, cientistas tomaram conta dessa área e nós nos afastamos", acrescentou.

Questionado nesta quinta-feira sobre as declarações da colega de ministério do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Pontes pontuou que é indicado evitar misturar a religião com a ciência, defendendo os estudos de Charles Darwin.

"Ela [Damares] deve ter falado isso em algum tipo de contexto que eu não sei exatamente. Mas, do ponto de vista da ciência, são muitas décadas de estudo para formar a Teoria da Evolução", afirmou Pontes à rádio CBN.

O ministro de Ciência e Tecnologia aproveitou a oportunidade para falar sobre as suas prioridades no comando da pasta, que devem contar com o plano de ampliar a banda larga para todo o Brasil, o desenvolvimento de tecnologia para lidar com a seca no Nordeste, o aumento dos investimentos privados, e a recuperação de investimentos relativos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

"A ideia é termos internet em banda larga no país como um todo […]. A educação é a base de tudo e não pode ser desassociada da Ciência e Tecnologia", declarou. "O CNPQ é essencial em pesquisa básica. É um dos nossos motores. Esse problema será tratado ao longo do ano".

O teor da entrevista de Pontes é semelhante às declarações por ele dadas em um vídeo postado pelo canal oficial do governo Bolsonaro.

 

FONTE: Sputnik Brasil
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