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Putin relaciona aumento dos preços do petróleo com fator iraniano

Ao discursar ontem(3) durante uma sessão plenária da Semana Energética Russa, em Moscou, o presidente russo afirmou que o mercado petroleiro hoje em dia está "equilibrado".

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Na opinião de Vladimir Putin, o aumento dos preços se deve à espera em torno da questão iraniana e à redução da exploração na África do Norte.

Em seu discurso, Putin também afirmou que os EUA erram ao ponderar introduzir sanções pelas transações em dólares, cometendo um "erro típico" de qualquer império.

"Eu acredito que nossos parceiros americanos estão cometendo um colossal erro estratégico, minam a confiança no dólar como moeda de reserva universal e, de fato, a única na atualidade. [Eles] minam a confiança nela como ferramenta universal, estão realmente dando um tiro no pé. É estranho, até fico surpreso, mas me parece que é um erro típico de qualquer império — quando as pessoas consideram que nada acontecerá […] e não haverá consequências negativas. Mas não, elas chegarão cedo ou tarde", manifestou.

O líder russo advertiu sobre consequências graves de tentar controlar o preço do petróleo através de medidas não econômicas.

"É melhor não intervir nos processos de mercado, não tentar obter algumas vantagens concorrenciais através de ferramentas políticas e não tentar regular, tal como na União Soviética, os preços [do petróleo]: isso sempre acaba mal", disse.

Questões internacionais

O chefe de Estado russo também aproveitou a ocasião para falar sobre a política internacional, inclusive sobre a Síria. Na opinião dele, o objetivo de todo o mundo deve ser a saída de todas as tropas estrangeiras do país. Ao falar da presença estadunidense na Síria, disse que só existem duas soluções: obter uma permissão por parte de Damasco ou um mandato da ONU.

"O direito internacional não prevê uma terceira variante para a presença de um país no território de outro", acrescentou.

O presidente comentou igualmente a situação vulnerável existente na Venezuela, assinalando que a decisão sobre a possível saída de Nicolás Maduro do seu cargo só pode ser tomada exclusivamente pelo povo deste país.

"Isto deve ser determinado pelo povo venezuelano e não por alguém de fora. Relativamente às diferentes ferramentas de influir na situação na Venezuela — elas não devem ser de maneira a prejudicar a situação da população civil. Esta é uma questão crucial", falou, voltando a condenar o atendado cometido contra o líder venezuelano, ocorrido no início de agosto.

FONTE: Sputnik Brasil
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