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Temer é 'imprescindível' para negociar tarifas com Trump, diz Instituto Aço Brasil

Todas as informações compartilhadas Sputnik Brasil

Segundo informação concedida por Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil, Michel Temer fará ligação ao presidente norte-americano e sua participação na negociação é fundamental para garantir bons termos ao Brasil.

Em entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira (22), o presidente do Instituto Aço Brasil afirmou que o setor viu com bons olhos as últimas notícias que isentaram o Brasil das tarifas de aço dos EUA, mas permanece cauteloso quanto à negociação que se segue.

Mais cedo nesta quinta-feira (22), Robert Lighthizer, representante comercial dos EUA, afirmou que Brasil, além de Coreia do Sul, Argentina e União Europeia, estariam isentos das tarifas de 25% sobre o aço.
No entanto, Marco Pollo ainda aguarda uma publicação do órgão do governo dos EUA responsável pelas tarifas, a Representação de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) além do pronunciamento do secretário de comércio Wilbur Ross.

Apesar disso o setor de aço brasileiro já toma medidas para adiantar as negociações, que segundo fontes da Casa Branca consultadas por Marco Pollo, iriam até meados de abril.

O Instituto Aço trabalha com a ideia de que serão negociações duras, mas que o volume de exportação do Brasil e a necessidade norte-americana sobre o material devem pesar na decisão.

Para conseguir melhores resultados, o Instituto tem entrado em contato com o presidente Michel Temer, que teria garantido que faria uma ligação nos próximos dias para o presidente dos EUA, Donald Trump.

Além de Temer, Rodrigo Maia também teria garantido uma visita junto a um grupo de deputados ao embaixador norte-americano no Brasil. Mais também afirmou que prepara um viagem a Washington para prosseguir com as tratativas.

Outra medida tomada pelo Instituto é a contratação da empresa Steptoe & Johnson para assessorar a negociação com USTR.

Marco Polo de Mello Lopes também informou que todos os clientes importadores de aço nos EUA foram contatados para solicitar isenção de forma interna.
Segundo informa o instituto, o mercado ainda não reagiu de forma negativa à imposição de tarifas por meio do decreto de Donald Trump.

"Não sentimos ainda nenhum efeito significativo", afirmou, apontando que as negociações a janela das negociações garante "tranquilidade aos exportadores e importadores para operarem em condições normais”.

O Brasil é o segundo maior exportador de aço para os EUA, ficando atrás apenas do Canadá, que junto ao México, já estava protegido das tarifas devido ao NAFTA.

 

FONTE: Sputnik Brasil
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