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Huawei pede que EUA faça parcerias de cibersegurança com a China

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TecMundo

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Postado em 03/08/2021 por Sistema Plug

A fabricante chinesa Huawei publicou um texto comentando a atual situação da cibersegurança dos Estados Unidos, criticando algumas das ações do país, elogiando direcionamentos recentes e até aconselhando as autoridades sobre quais passos tomar a seguir.

O texto é assinado por Andy Purdy, chefe de segurança da marca nos EUA e antigo conselheiro de cibersegurança da Casa Branca. Vale lembrar que, atualmente, a Huawei sofre para se estabelecer no país após sanções comerciais que datam de 2019 e foram intensificadas nos últimos meses: a marca é acusada de espionagem política e industrial, além de ligações com o Partido Comunista Chinês.

Na carta, Purdy comenta alguns casos recentes de ransomware que atingiram pontos importantes do país, como a Colonial Pipeline, e cita também uma recente ordem executiva publicada pelo presidente Joe Biden em maio deste ano. As recentes movimentações dos EUA são citadas como o mínimo que as empresas deveriam estar fazendo.


O que mais diz o texto?

Segundo o especialista, o país agora está no caminho certo, mas ainda faltam alguns pontos a serem levados a sério. É bom ver os EUA levar práticas de cibersegurança mais a sério e com ênfase maior em colaborações público-privadas, colocando padrões e melhorando o compartilhamento de informações. Porém, desenvolver sistemas e redes mais seguros e resilientes, além de uma cadeia de softwares, vai levar tempo, diz o texto.

Além disso, o representante da Huawei sugere uma maior colaboração entre nações, o que incluiria uma conversa até o momento impossível entre EUA e China para o compartilhamento de sistemas de segurança, processos de auditoria e acordos de conformidade.

Essa é uma oportunidade para os EUA trabalharem coletivamente com China, Rússia e outros países para construir uma ordem mais baseada em regras para o ciberespaço que tenha requisitos direcionados a padrões e práticas melhores, transparência e mecanismos de conformidade, além de responsabilização significativa, conclui a carta.